quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Um remédio amargo

Reunião do Copom, no Banco Central
Subir ou não subir a taxa básica de juros? Eis a questão... O questionamento tem atormentado o Banco Central e toda a cúpula econômica do Governo, após a surpreendente e desagradável notícia do resultado oficial da inflação de 2013 – maior do que de 2012. Nesta noite (15 de janeiro), a votação do Copom – Comitê de Política Monetária – foi unânime: aumento de 0,5% da taxa Selic, chegando a 10,5%.

Trata-se de um remédio amargo para a economia brasileira. Sim, remédio porque é considerada uma medida necessária para combater com mais firmeza a alta do IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo. Muitos economistas já apostavam na alta da Selic, alguns em 0,25 p.p outros em 0,5 p.p

O problema, é que o amargo desta dose é justamente o desempenho do PIB, que certamente será afetada. As projeções para este ano no país não são nada agradáveis, mas ainda sim tornamo-nos números desejáveis para muitos países europeus, que ainda lutam para sair da longa recessão e depressão econômica.

Mesmo com o fraco desempenho da nossa economia, os brasileiros continuaram consumindo fortemente, principalmente, com a ampliação do crédito. Esta última decisão do Banco Central, serve justamente para frear – moderadamente – este consumo. Desta forma, os aumentos do IPCA devem perder fôlego e melhorar os índices da inflação.

Como é de costume, a reunião do Copom deixou uma “pista” para as projeções das próximas reuniões: “Dando prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros”. Com isso, economistas acreditam que haverá mais elevações nos próximos encontros.


A primeira atitude de combate à inflação brasileira deste ano foi largada. Agora, é esperar para colher os resultados desta decisão. 

Rafael Rodrigues

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