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| Reunião do Copom, no Banco Central |
Subir ou não subir a taxa básica
de juros? Eis a questão... O questionamento tem atormentado o Banco Central e
toda a cúpula econômica do Governo, após a surpreendente e desagradável notícia
do resultado oficial da inflação de 2013 – maior do que de 2012. Nesta noite
(15 de janeiro), a votação do Copom – Comitê de Política Monetária – foi
unânime: aumento de 0,5% da taxa Selic, chegando a 10,5%.
Trata-se de um remédio amargo
para a economia brasileira. Sim, remédio porque é considerada uma medida
necessária para combater com mais firmeza a alta do IPCA – Índice de Preço ao
Consumidor Amplo. Muitos economistas já apostavam na alta da Selic, alguns em
0,25 p.p outros em 0,5 p.p
O problema, é que o amargo desta
dose é justamente o desempenho do PIB, que certamente será afetada. As projeções
para este ano no país não são nada agradáveis, mas ainda sim tornamo-nos números
desejáveis para muitos países europeus, que ainda lutam para sair da longa
recessão e depressão econômica.
Mesmo com o fraco desempenho da
nossa economia, os brasileiros continuaram consumindo fortemente, principalmente,
com a ampliação do crédito. Esta última decisão do Banco Central, serve
justamente para frear – moderadamente – este consumo. Desta forma, os aumentos
do IPCA devem perder fôlego e melhorar os índices da inflação.
Como é de costume, a reunião do
Copom deixou uma “pista” para as projeções das próximas reuniões: “Dando
prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros”. Com isso, economistas
acreditam que haverá mais elevações nos próximos encontros.
A primeira atitude de combate à
inflação brasileira deste ano foi largada. Agora, é esperar para colher os
resultados desta decisão.
Rafael Rodrigues

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