O Instituto Brasileiro de
Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou, na última semana, um estudo
sobre a abertura da economia de 122 países. Sem apresentar surpresa, o Brasil
obteve a última colocação há dois anos. Perdemos até para países comunistas e não
tão fortes economicamente, como a China (com 59% de abertura), Colômbia (com
39% de abertura) e a Índia (com 54% de abertura). O Brasil cresceu nas últimas
décadas: de 17%, em 1991, para 25%, em 2011. Como podemos observar, ainda é
muito pouco. A sua economia permanece bastante fechada.
Quem surpreendeu mesmo foi a
Coréia do Sul. O seu grau de abertura econômica subiu de 55% para 110%. Embora
a nossa indústria brasileira tenha reclamado da entrada de produtos importados
no país, nos últimos anos, a nossa economia continua muito fechada. Este
incômodo retrata bem a fraqueza das nossas indústrias para enfrentar a
competitividade. Se estivessem na Coréia do Sul, por exemplo, elas não sobreviveriam
por muito tempo.
Ironicamente, até mesmo a
Argentina – que inventou inúmeras medidas protecionistas nos últimos anos –
está mais aberta que nós em 2011 (41%, mesmo percentual do Chile). Estados
Unidos e Japão, ambos com 32% de grau de abertura econômica. Mas afinal, o que
esses números representam para o desenvolvimento da nossa economia? Muita
coisa.
Existem inúmeros benefícios
que a abertura comercial pode proporcionar no crescimento do PIB (Produto
Interno Bruto) e na produtividade. Já uma economia fechada é ruim para o
desenvolvimento do país. O Brasil se saiu muito bem quando estourou a crise
financeira mundial em 2008, incentivando o consumo interno. Deu certo, temporariamente.
O problema, é que o país continuou apostando nesta carta, e hoje paga pelo
comodismo.
Diante dos sinais de esgotamento
no consumo interno, o nosso país precisa ampliar as suas transações comerciais
para ganhar mais relevância e competitividade. Não há motivos para continuarmos
tão restritos no comércio globalizado.
Rafael N. Rodrigues

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