No segundo semestre de 2008
observávamos a maior crise financeira dos EUA surgindo, consequentemente,
afetando diversos países do mundo. Vários economistas alegavam que aquela crise
foi pior do que de 1929, seguida pela depressão dos anos 30.
Alguns anos depois, estoura
a crise do euro. Diferentemente dos americanos, os europeus não souberam controlar
seus gastos e a Grécia extrapolou sua dívida monetária, provocando um efeito “dominó”
nas demais nações da zona do euro.
Com os países desenvolvidos
em crise, os emergentes como os BRICs – Brasil, Rússia, Índia, China e a
recente África do Sul – passaram a se destacar no cenário econômico global, e foram
considerados os refúgios daqueles que fugiam da crise.
Agora o cenário é outro, mas
ainda semelhante. Os países ricos continuam se recuperando lentamente da
recessão, mas os emergentes começam a perder fôlego e registram baixo
crescimento. Enfrentaram a crise global com firmeza, mas como vivemos numa
globalização, nenhuma nação está livre para crescer de forma independente.
O problema agora são os
chineses. Considerados super potência econômica e a mais forte entre os BRICs,
a China vem perdendo fôlego por uma razão nada saudável: a desconfiança. Os
juros cobrados pelos interbancários subiram 13% no mês passado, a máxima
histórica em uma das modalidades de crédito.
Após aumentarem seus
créditos para impulsionar sua economia, de 125% a 200% entre 2008 a 2013, os
bancos chineses começam a levantar juros e travar empréstimos. A estratégia
para sustentar a economia chinesa começa a trazer claros sinais de que a inadimplência
pode começar a travar o avanço econômico.
Rafael Rodrigues

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