sábado, 29 de junho de 2013

A desconfiança chinesa

No segundo semestre de 2008 observávamos a maior crise financeira dos EUA surgindo, consequentemente, afetando diversos países do mundo. Vários economistas alegavam que aquela crise foi pior do que de 1929, seguida pela depressão dos anos 30.

Alguns anos depois, estoura a crise do euro. Diferentemente dos americanos, os europeus não souberam controlar seus gastos e a Grécia extrapolou sua dívida monetária, provocando um efeito “dominó” nas demais nações da zona do euro.

Com os países desenvolvidos em crise, os emergentes como os BRICs – Brasil, Rússia, Índia, China e a recente África do Sul – passaram a se destacar no cenário econômico global, e foram considerados os refúgios daqueles que fugiam da crise.

Agora o cenário é outro, mas ainda semelhante. Os países ricos continuam se recuperando lentamente da recessão, mas os emergentes começam a perder fôlego e registram baixo crescimento. Enfrentaram a crise global com firmeza, mas como vivemos numa globalização, nenhuma nação está livre para crescer de forma independente.

O problema agora são os chineses. Considerados super potência econômica e a mais forte entre os BRICs, a China vem perdendo fôlego por uma razão nada saudável: a desconfiança. Os juros cobrados pelos interbancários subiram 13% no mês passado, a máxima histórica em uma das modalidades de crédito.

Após aumentarem seus créditos para impulsionar sua economia, de 125% a 200% entre 2008 a 2013, os bancos chineses começam a levantar juros e travar empréstimos. A estratégia para sustentar a economia chinesa começa a trazer claros sinais de que a inadimplência pode começar a travar o avanço econômico.

O problema é que cada vez mais o mundo está se tornando dependente da China, e embora haja falta de transparência chinesa, o presidente do BC chinês admite que há problemas.

Rafael Rodrigues

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